14 junho, 2008

Quebrando preconceitos III

Muito Gelo e Dois Dedos D'água. É o cinema brasileiro me surpreendendo.

Como tenho conhecido muita coisa ultimamente, não sei se estou aberto a todo tipo de experiência (apesar da prática provar que sim), ou se estou melhorando meu crivo (espero que sim). De uma forma ou de outra, os filmes brasileiros estão me encantando.

Primeiro foi O Cheiro do Ralo, agora foi uma mistura de psicodelismo/1970/Beatles, com muita música brasileira num filme que não foi arrebatador, ou que não preencheu o vazio humano. Não fez pensar em teorias, em dramas, em desgraças... talvez um pouco em tortura psicológica. Não retrata a realidade brasileira, a guerra dos EUA/Iraque, a matança indiscriminada de bois, ou uma menina que despiroca e vai experimentar a vida. Nada. Não retrata.

O filme é um sonho. Uma graça.

11 junho, 2008

O Amigo Oculto (Hide and Seek)

Acabei de escrever isso abaixo e resolvi ver um filme da coleção que estou fazendo.
Entro na página do link do título desse post e mando baixar o filme. Aleatoriamente, na maioria das vezes. Esse filme eu resolvi pegar porque achei o título interessante.

Você acredita em destino? Nem eu. E você acredita em coincidência? Nem eu. Posso dizer que sou um paradoxo ambulante. Ou simplesmente humano.

Bom, leia a sinopse do filme clicando no título acima, veja o filme e releia o que eu escrevi abaixo. Nunca me senti tão psicanaliticamente correto.

Meu mundo conceitual

Lembrei agora de uma pergunta-afirmação que me foi posta há um tempo: "seu mundo é conceitual, não é?!" Veremos:

Estava eu em aula, a pensar em minhas idealizações, quando me puxei de volta à realidade. Neste momento eu entendi qual é o lugar da minha "possível loucura"...

(parênteses: você já pensou que ainda vai enlouquecer? Este é um tema recorrente na minha vida)

Essa idealização começa sem intenção, ela chega sorrateira e toma conta do pensamento. Neste ponto, a gente começa inconscientemente a imaginar o que quer, o que deseja. Acho que esse mundo confabulatório (neologismo?) é tão bom, tão perfeito, que quando nos puxamos de volta temos que sair à força da neblina inebriante da imaginação.
Eis que aqui, quando não conseguimos lidar com a realidade imperfeita, começamos a delirar para "ressignificá-la" (jargão psicológico que indica uma reestruturação do pensamento, como crenças irreais, para adequar a subjetividade individual à realidade).

A ressignificação é feita, acredito eu, baseada nas idealizações que já fizemos na vida. Ou seja, uma idealização antiga e, talvez, superada toma proporções incomensuráveis na reconstrução da realidade.


Humpf! Percebi (e consegui escrever sobre) isso hoje. Não perguntem o motivo, por favor.

10 junho, 2008

Mais um interessante




Me sinto assim.

Valeu ter ligado.