08 janeiro, 2009

Mudei de blog

Acompanhem: Seres Palíndromos

Um abraço.

Em 30 dias apago este blog.

04 janeiro, 2009

10 minutos

A metade da metade do post (link) foi feita em 2,5 minutos.
A outra metade da outra metade é a Ruiva.

A segunda metade da outra metade demorou 1 min e 45 seg.
A segunda metade da metade sou eu.

Algo escrito em 8 min e 30 seg por quatro mãos separadas por kilômetros.

Black Rose (clique aqui)

Gesúis Crixtu... que poema encaixado.
Hoje fui à missa de sétimo dia do meu avô paterno. Cheguei lá e uma mulher me chamou para ir lá na frente. Eu falei em bom e desnorteado alto som: "cê tá me zuando!". Todos na vizinhança olharam com cara de cocô e eu fui. Era só para levar um rei mago para dar uma volta na igreja e devolvê-lo ao padre.
Mas eu achei que era para eu falar alguma coisa em memória ao meu avô, ou ler algo da missa que começaria em minutos. Se fosse qualquer um dos casos, eu não iria. Imagina eu, ateu, falando algum dos jargões católicos? "Salvação do Senhor", "Senhor, tende piedade de nós", ou "Ele está no meio de nós", ou o melhor "Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso. Nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos...". Eu nem o reconheço, como posso adorá-lo? Além de ser um desrespeito pela fé dos outros. Então fiquei com medo que minha voz fosse acabar durante a missa de 1 hora e 40 minutos! Por falar nisso, que missona, viu? E o padre tem algo de estranho. Ele tem uns trejeitos gays, outros sabáticos e outros completamente apáticos. Não é crítica! É só uma constatação das minhas observações sobre o que aconteceu. O Brasil ainda é um país livre, então posso expressar-me, ok? Quem quiser me fazer pagar pelo que eu disse, espere um pouco, afinal, Deus o fará no fim, não é?! Ou este é Alá?
Dei uma volta com o rei mago, que na verdade era um astrólogo (espera, a bíblia tem bases astrólogas?), e me sentei para ouvir a história que o padre conta. Fiquei assustado ao ouvir cantos de salvação em estilo forró e baião. Acho que é uma dessas competições capitalistas entre igrejas católicas e protestantes... mas tudo bem. A crença é deles. Voltando, fiquei ouvindo o que todos lá estavam entoando e dizendo, bebendo da sabedoria de sua crença o que me adicionou muita coisa! Nada relacionado à fé, crença, Deus, ou essas coisas. Mas aprendi que posso fazer sumô! Consigo tirar minha mente completamente do lugar enquanto algo acontece. Pensei em escrever, basicamente. Uma das coisas é este texto. Outra é o que virá daqui para frente. Uma espécie de diário (não diário, semanário talvez) misturado com assuntos que me interessam voltados para pesquisa... bom, o normal, mas agora documentado. Entendeu nada, né!? Espere e verás.

29 dezembro, 2008

Ê 2008...

Eu não sei o que deu na minha família neste ano, mas o povo resolveu morrer.

Meu avô materno morreu dia 6 de novembro.
Luto.
Meu avô paterno morreu hoje, 29 de dezembro.
Luto.

E o reveillon aí na esquina.
Bosta.

27 dezembro, 2008

rá!

Qual o limite da nossa humanidade?
Ou melhor, quais os limites da nossa humanidade??
Ou ainda melhor, o que é a humanidade que todos temos em nós?


Sair, encher a cara de cerveja, beck, vodka e conseguir finalmente ver o que só os alcoólatras vêem? Somos uma cambada de porcos, imundos, destruindo o que existe para reconstruir o novo? Precisamos sempre de um potenciante para nos dar uma visão mais abrangente do que somos... Nunca estamos satisfeitos com o que vemos, ouvimos ou sentimos. Precisamos de parâmetros, de limites, de controle. Somos tão destrutivos que não conseguimos controlar nossos impulsos se estivermos bêbados, altos, fumados, alterados. Sempre precisamos de algo para sustentar nossos seres medíocres! Não passamos de porcos procurando um prazer imediato. Um gozo de 30 minutos. O que nos interessa é só o nosso próprio umbigo. Queremos mais, sempre mais. Até vomitarmos toda a vodka, toda a cerveja, todo o tesão, toda a nossa individualidade na privada!

Não sabemos lidar com o limite, com os nosso desejos, com as estúpidas preocupações diárias. Um livro que nos mostra além é o suficiente para sustentar nossa humanidade. Uma música é o bastante para apaziguar nossa idiotice, a parte animal que carregamos. Precisamos de mais, muito mais! Queremos alguém que possa nos guiar sem medo, sem que precisemos nos preocupar, ou pensar! Queremos um sistema perfeito que nos carregue, nos leve além, transporte essa idiotice presente em idiotice e ponto. É foda ver essa idiotice! Mas a vemos e a ignoramos! Somo ignorantes conscientes! O que há pior que isto? Eu odeio ser humano com toda esta humanidade.


Pensando na Ruiva. Você consegue entender esta realidade?

14 outubro, 2008

Coisas inúteis de apartamento

Mudei de uma casa para um apartamento há pouco mais de 2 anos. Agora que estou acostumado é que comecei a me perguntar sobre algumas coisas inúteis que apartamentos têm.
Por exemplo, campainha. Que eu me lembre, NUNCA ouvi a minha própria campainha. Até eu pensar nisso... obviamente saí correndo até a porta e toquei a campainha. Vocês não sabem o que aconteceu! Gente, eu tenho uma campainha de dondoca!!! Que diz "ding dong", sabem?!?! Descoberta do século.
Outra coisa completamente inútil que existe em aps é a porcaria da área interna... Não bate sol, não pode colocar som, não adianta tentar fumar um beck lá que todo o prédio sabe que tem um maconheiro no lugar... Aí fica burburinho e sobra pra mim.
Ou seja, a outra coisa que não tem em apartamento é espaço, individualidade. Se o vizinho de cima quer fazer seu xixi da meia-noite, que convenhamos, todos temos direito, eu acordo! E fico ouvindo aquele barulho de "água" caindo na água e escorrendo pelo encanamento. Aí é foda, nos dias em que estou alto, que dá a impressão (ou a viagem errada) que o xixi está descendo exatamente ao lado da minha cama!!! Dá quase para sentir o cheiro dele saindo da parede...
Odeio apartamento..........

03 setembro, 2008

=SE(E(B1=1, A1=C1), ">1") e =SE(E(B1=1, C1=0), ">1")

Nota-se que são diferentes. Ou não? Se ainda não viu, os argumentos A1=C1 e C1=0 estão no mesmo lugar nas fórmulas e são os únicos que diferem. Mas infelizmente minha vida neste ponto é como a de um engenheiro: falsamente exata. Erre um sinal na conta e a ponte fica menor. No meu caso, a primeira fórmula compara A1 e C1, a segunda verifica se o valor de C1 é 0.
UMA droga de um argumento errado e tudo desmorona. A ponte cai, gente morre, o povo processa, o governo encobre e os familiares vão à terapia. Ou a esposa encrenca, o marido não entende, dá briga, facada, processo e terapia. UM puto de um argumento e o casamento acaba.
Por uma bosta de argumento agora estou em gravidade zero, mas sentindo toda a pressão do núcleo de Júpiter.
UM argumento...

18 agosto, 2008

Veja bem, meu bem

Tenho estado super estressado e sinto isso nos finais de semana. Não consigo descansar, dormir, spend time sozinho. Sempre estou pensando no que devo fazer, na faculdade, no trabalho. Principalmente no trabalho, o que me preocupa. Se a faculdade fosse o mais importante, eu ainda estaria feliz. Mas não é assim. "O trabalho enobrece o homem". Se for assim, eu quero morrer como o que se pensa de uma prostituta na cadeia.
Conversando com mamãe, ela me disse: "isso é a vida adulta". É quase esvaziar a discussão, mas devo dar um certo crédito à ela... afinal, ela já teve anos de práticas para me dizer isso.

12 agosto, 2008

Pois é...

Muito tempo sem te escrever. O intervalo vai aumentando e minha saudade diminuindo. de vez em quando dá um surto. Aí escrevo. Sou assim... classificador. Você sabe.

Mas vou bem, obrigado. Trabalho agora, sabe? Tenho novos grupos e amigos. Mantenho alguns velhos. Perdi outros. E a vida continua seguindo seu curso.

Como uma gota que sai da nuvem e cai na floresta Amazônica. Encontra a primeira folha da primeira seqüóia mais alta. Escorre pela folha enquanto outras gotas semelhantes, mas individualmente diferentes, se unem a você. E se vão, após você ter se perdido um pouco nelas.

E então mudamos de folha. Uma queda mínima, se comparada à queda nuvem-folha. Mas agora com muito mais carga de hidrogênio e oxigênio das outras gotas. E não nos esqueçamos que cada folha também faz evapotranspiração... mas isso é muito metafísico. Voltemos à realidade.

Após passar por incontáveis folhas e se perder em infinitas semelhantes, a seqüóia acaba. E vem outra queda. Para o extrato mediano da floresta. E daí para o extrato mais baixo. E para os arbustos. E para todas a matéria orgânica no chão. E o musgo. E as raízes e seus rizomas.

Eis que chega o fim e você se encontra com o que completa a ti e a todos: o lençol freático.

Mas como a vida, este ciclo não se fecha. alguns não o fazem. Por isso eu escrevo. E não ligo.

Foucault - um historiador do presente

"Oh...
French fries
with pepper"
Morphine

Procurando novas experiências, como Morphine coloca muito bem.
Mas ainda agarrado ao meu passado. Veja, eu usei a ligação AO, e não NO.
Algo aconteceu. Hoje consigo usar meu passado em meu benefício. Ontem eu não conseguia nem lembrar o que comi no café... Tá, hoje eu também não consigo, mas o ontem hoje não significa um café. Significa mais. E não sou eu que controlo essa perspectiva. Ela só vem.

E o que Foucault tem a ver com isso?
Nada. Não foi ele que colocou tão belamente o poder classificatório do social, não é? Nem foi ele o cara que escreveu do próprio presente com um viés externo. E não é nele que me inspiro agora.

24 julho, 2008

News

Queridos telespectadores, desculpe-nos por esta "pequena" interrupção no sinal. Tivemos um problema técnico com nosso criador, ele estava fazendo um curso para ser professor de inglês. Graças ao senhor dos senhores, ao dominador de tudo e de todos, a nossa querida quarta dimensão, O TEMPO, o curso acabou. A má notícia para nós, tanto vocês, queridos espectorantes (ahah), e para mim também (claro!), é que ele conseguiu o emprego.

Parabéns a você...

E ainda por cima conseguiu trespassar todos os limites que o seguram e deixar pessoas entrarem em sua vida!

O que ocorre por aqui, gente? Será que ele precisa ser internado? Bom, a boa notícia é que ele está de volta. E aqui vem ele...

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Empregado, monitorando e estudando. Vamos dar um pau no corpo. Ele vai ter que aguentar... ou eu fico de cama! Mas como sou duro na queda p essas futilidades, vou começar a escrever (dentro em breve) sobre o quanto estou cansado, de saco cheio, estressado, me sentindo péssimo, com uma péssima auto estima e querendo um(a) namorado(a). Ou seja, vou continuar o mesmo resmungão de sempre. Mas pretendo mudar a cara desse blog. Acho que vou seguir um conselho que me foi dado há um tempo e começar a escrever como eu me espresso (não gente, não é o café!).

08 julho, 2008

MPB4 e Roberta Sá

Cicatrizes
MPB4

Composição: Miltinho / Paulo Cesar Pinheiro


Amor que nunca cicatriza
Ao menos ameniza a dor
Que a vida não amenizou.

Que a vida a dor domina
Arrasa e arruína
Depois passa por cima a dor
Em busca de outro amor.

Acho que estou pedindo uma coisa normal
Felicidade é um bem natural.

Uma
Qualquer uma
Que pelo menos dure enquanto é carnaval
Apenas uma
Qualquer uma
Não faça bem mais que também não faça mal.

Meu coração precisa...

22 junho, 2008

Meme

Explicação: X. (Citado no Porco)

Então vamos às cinco:

1) Gente que conversa encostando.
Precisa? Se a pessoa não tem a competência de prender a minha atenção com um assunto, com um sorriso, com um bom papo, NÃO ME TOQUE! Simplesmente tenha um pouco de desprendimento e me deixe ir embora. Eu não sou maçaneta para ficarem pegando.

2) Pessoas que explicam até piada.
Sabe aquele tipo de pessoa que é professor nato? "O gato subiu no muro para pegar um passarinho. Porque vocês sabem, não? Que os gatos comem passarinhos e eles são ótimos escaladores. Porque eles tem as garras retráteis (ou seja, que ficam embutidas - escondidas - e só são expostas quando ele, o gato, quer, ou precisa) muito bem desenvolvidas e fortes. Bom, voltando à piada, ele subiu..." Deu p ter uma idéia da irritação, né!?

3)Pessoas que não tem o mínimo de dadaísmo na mente.
Gente, sou ateu, mas para essas pessoas eu peço ajuda a Deus! Como se consegue viver sem fazer uma coisa "avulsa", como diria a Ruiva, de vez em quando? Isso é inaceitável! Acho que demonstra o quão narrow-minded a pessoa é. Tem que conhecer as coisas, gente. "Ignorância é culpa", de acordo com a Jana. Além disso, temos que usar esses conhecimentos históricos adaptando-os à nossa realidade, exatamente para fazê-la um pouco mais irreal! Ou surreal (eu prefiro).

4) Gente que não escuta.
Você comenta uma coisa e a pessoa te interrompe. Você vai fazer uma colocação importante (pelo menos que você acha que pode ter uma boa relação com o que ouviu) e a pessoa continua falando como se não tivesse ouvido. Acho que no fundo, eu odeio ser ignorado. Dá uma idéia de egocentrismo da parte dos outros, como se o que tivéssemos a falar fosse supérfluo. Ou então, em uma aula. O professor fala "então o X é igual a 15" e o desgraçado me solta a pergunta: "então o X é igual a 15, professor?" Muito pavio curto com esse tipo de pessoa. "Não, porra! O X é igual ao tamanho da sua língua!"

5) Odeio regras que não podem ser quebradas.
Quem inventou a regra? Nós! Então, dependendo do caso podemos quebrá-la. Isso está intrínseco na liberdade humana. Eu criei a regra/lei/modo de seguir em grupo para nortear e não para ser fixa, rígida, inquebrável. Ela tem que estar lá, mas a partir do ponto em que eu não vou atrapalhar o andamento geral das coisas, não vou causar um acidente, ou entrar no espaço alheio, eu posso dobrar a regra porque tenho liberdade para tal. Bem ideológico, não?

Só para continuar com o meme, gostaria que a Tia Poh respondesse a isso. Tanto porque acho que ninguém mais lê isso... ehehheh

Novo visual




Como diria o Gordo: "jornalista!"

http://xkcd.com/435/

20 junho, 2008

Ah Cássia

Todo amor que houver nessa vida
pela Cássia, de Cazuza (ou Barão)

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria



E tenho dito.

18 junho, 2008

Suspiro

Eu precisava disso.
A vida já estava me levando denovo. Gosto do controle. Do meu controle. Sobre me levar.
Minha vida.

"Não por acaso" é mais uma superprodução brasileira que conta com um único elemento: poesia.

Duas pessoas. Um amor.
Três pessoas. Um outro amor.
Um acidente.

Uma das duas primeiras. Uma nova. Uma novidade.
Uma das três segundas. Uma nova. Uma virada.

A primeira pessoa ajuda a segunda.
Sem saber sem intenção.

Nem o acaso previu isso.
Poético.

Tudo se encaixa no filme. Veja-o.

Só deixo minha alma no coração de quem pode
Katia B

Só deixo meu coração
Na mão de quem pode
Fazer da minha alma
Suporte pr’uma vida insinuante

Insinuante
Anti-tudo que não possa ser
Bossa-nova hardcore
Bossa-nova nota dez

Quero dizer
Eu tô pra tudo nesse mundo
Então
Só vou deixar meu coração
A alma do meu corpo
Na mão de quem pode

Na mão de quem pode e absorve
Todo céu
Qualquer inferno

Inspiração
De mutação
Da vagabunda intenção
De se jogar na dança absoluta
Da matança do que é tédio

Conformismo
Aceitação
Do fico aqui
Vou te levando
Nessa dança
Submundo pode tudo do amor (pode tudo do amor)

Porque não quero teu ciúme que é o cúmulo
Ciúme é acúmulo de dúvida, incerteza
De si mesmo
Projetado
Assim jogado
Como lama anti-erótica
Na cara do desejo mais
Intenso de ficar com a pessoa
E eu não tô à toa
Eu sou muito boa

Eu sou muito boa pra vida
Eu sou a vida oferecida como dança
E não quero te dar gelo
Jealous guy

Vê se aprende
Se desprende
Vem pra mim que sou esfinge do amor
Te sussurrando
Decifra-me (decifra-me)

Só deixo minha alma
Só deixo o coração
Só deixo minha alma
Na mão de quem pode

Só deixo minha alma
Só deixo meu coração
Na mão de quem ama solto

Eu vou dizendo
Que só deixo minha alma
Só deixo meu coracão
Na mão de quem pode
Fazer dele erótico suporte
Pra tudo que é ótimo fator vital

17 junho, 2008

Post 66 + 1

É difícil o momento em que percebemos, através de outras coisas, que estamos destruindo o que mais prezamos.
Anteontem eu quebrei, por acidente, um cinzeiro de porcelana que havia no meu quarto. Tudo bem que ele era feinho, mas eu gostava dele, foi um presente. Hoje eu quebrei uma caneca de sopa enorme que eu usei para almoçar. Também de porcelana, também por acidente.
Penso se essas quebras são sinais me informando que eu estou destruindo algum relacionamento na minha vida, ou se são premonições ("você deve prestar atenção nos sinais", já dizia Devon Sawa em Premonição).
Como eu não acredito em destino (lá vamos nós denovo...), nem em coincidências, afirmar qualquer das opções acima é desperdício de saliva (de digital, more likely).
Penso que como a vida é frágil praticamente por definição (como eu disse aqui), esse quebra-quebra que eu tenho arrumado não passa de uma sequência, atualmente sem tremas, de acidentes e essa associação causal não passa de confbulação.
Fico com medo de serem, na verdade, profecias auto-realizadoras. Eu penso que o quebrar objetos tem a intenção de me dizer algo, logo, faço o que eu confabulei se tornar realidade.

Mas que eu previ, eu previ.

14 junho, 2008

sinta

The Good, the Bad and the Queen - Green Fields.

Imagine-se em pé, entre os batentes da porta do quarto dele. Cinco e meia da tarde, pôr-do-sol.

Você com um vestido vermelho leve, o decote em vê mostrando um pouco mais que o suficiente, uma sandália branca linda e cabelo preso em coque. Ele de calça social preta, sapato preto de ponta fina, blusa social meio aberta mostrando a branca debaixo. Mangas arregaçadas e barba por fazer.
Ele te olha da cadeira onde está. Com o olhar, te transporta para o mundo dele. Você com o seu, o traz ao seu desejo. Quem faz o primeiro movimento?

Ele se desencosta da cadeira e anda em sua direção. Se posta bem na sua frente e mesmo sentindo o calor de seus corpos, você diz: mais perto.

Ou você retira o braço do batente e o seduz com o andar. Coloca a perna na cadeira que ele está sentado mostrando-o sua linda perna pelo corte do vestido.

Ele, então, encosta em você. As bocas a dois centímetros de distância. Suas mãos deslizam nas costas dele suavemente até a cintura. Dão a volta e soltam o cinto no chão.

Ou você ganha um beijo no interior da coxa direita. A retira em seguida sentando em seu colo e, enquanto desce, esbarra o vestido na barba dele, dando-o todo o movimento que ele merece.

Ele põe as mãos nas suas costas, sente que estão separados apenas pelo vestido, desdá o nó nas suas costas e te puxa pela cintura.

...

Independente de quem fez o primeiro movimento, os outros serão feitos em unicidade. O beijo vem devagar. Os lábios se encontram provocativamente. Os dentes à mostra e o sorriso querendo.

O encontro não podia ser mais suave. Como seu vestido.

round, and round, and round, and...


Pensei em escrever um post romântico.
Para isso preciso de uma música gostosa. Digamos Velvet Underground.
Preciso de uma climatização. Meia-luz, ou somente a luz alaranjada do poste entrando pela janela.
Preciso de um motivo. Talvez um amor por vir? Ou uma conquista, sim, uma conquista.

Essa eu vou ficar devendo...